Introdução
O uso de telas faz parte da vida cotidiana, mas o excesso tem sido cada vez mais investigado pela neuropsicologia. Estudos de avaliação neuropsicológica e pesquisas com neuroimagem indicam associações entre tempo prolongado de exposição a telas e alterações no funcionamento cerebral, especialmente em áreas relacionadas à atenção, à memória, ao sono e à regulação emocional (MADIGAN et al., 2019; HUTTON et al., 2020).
Embora a tecnologia traga benefícios, o desequilíbrio entre tempo de tela e outras experiências fundamentais — como sono adequado, interação social e atividades físicas — pode gerar impactos cognitivos e emocionais ao longo do desenvolvimento.
O que é considerado uso excessivo de telas?
O uso excessivo não se define apenas pelo número de horas, mas pelo prejuízo funcional que causa. Alguns sinais de alerta incluem:
- dificuldade de concentração
- irritabilidade ou alterações de humor
- problemas de sono
- queda no rendimento escolar ou profissional
- redução de interações sociais presenciais
Diretrizes internacionais recomendam atenção especial para crianças pequenas, fase em que o cérebro é altamente sensível aos estímulos ambientais (WHO, 2020).
Atenção e concentração
A exposição frequente a conteúdos rápidos e altamente estimulantes pode favorecer um padrão de atenção fragmentada, dificultando a manutenção do foco e o autocontrole, sobretudo em crianças e adolescentes.
Memória e aprendizagem
O excesso de estímulos pode interferir nos processos de aprendizagem, principalmente quando o uso de telas substitui atividades que estimulam a linguagem, a leitura e a brincadeira ativa (MADIGAN et al., 2019).
Sono e funcionamento cerebral
O uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir está associado à pior qualidade do sono. A privação de sono compromete memória, regulação emocional e desempenho cognitivo (WHO, 2020).
Emoções e saúde mental
O uso excessivo de telas, especialmente redes sociais e jogos digitais, pode contribuir para maior ansiedade, irritabilidade e dificuldade de lidar com frustrações, em parte pela ativação constante do sistema de recompensa cerebral.
Recomendações práticas
- Estabelecer limites claros de tempo de tela
- Evitar o uso de dispositivos ao menos 1 hora antes de dormir
- Priorizar atividades físicas, brincadeiras e interação social
- Observar sinais de prejuízo na rotina, no sono ou no humor
Conclusão
O uso excessivo de telas pode impactar o cérebro em diferentes fases da vida, especialmente quando substitui experiências essenciais ao desenvolvimento e ao bem-estar. O equilíbrio no uso da tecnologia é fundamental para preservar a saúde cognitiva e emocional. Se você percebe dificuldades persistentes de atenção, memória, aprendizagem, alterações no sono ou no comportamento — em crianças, adolescentes ou adultos — uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender o que está acontecendo. Esse processo permite identificar como as funções cognitivas estão funcionando e orientar intervenções personalizadas, promovendo mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida. Caso tenha dúvidas ou queira saber mais, entre em contato com nossa clínica para agendar uma avaliação ou receber orientações especializadas.
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Referências
MADIGAN, S.; BROWNE, D.; RACINE, N. et al. Association between screen time and children’s performance on a developmental screening test. JAMA Pediatrics, v. 173, n. 3, p. 244–250, 2019.
HUTTON, J. S. et al. Associations between screen-based media use and brain white matter microstructure in preschool-aged children. JAMA Pediatrics, 2020.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Geneva: WHO, 2020.
