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Mulher puxando seus fios de cabelo

Tricotilomania (Transtorno de Arrancar o Cabelo) : o que é, sintomas e tratamento

Conforme DSM V (2010, p.806), a tricotilomania é um comportamento nocivo restrito a arrancar os próprios cabelos, mais comumente do couro cabeludo, das sobrancelhas ou dos cílios.

O comportamento ocorre em "sessões" que podem durar horas. É mais provável que ocorra durante um período de relaxamento ou distração. A característica essencial da tricotilomania (transtorno de arrancar o cabelo) é arrancar o próprio cabelo de forma recorrente (Critério A). Esse comportamento pode ocorrer em qualquer região do corpo em que crescem pelos; os locais mais comuns são o couro cabeludo, as sobrancelhas e os cílios, enquanto os menos comuns são as regiões axilar, facial, púbica e perirretal. Os locais de onde o cabelo é arrancado podem variar com o tempo. O ato de arrancar o cabelo pode ocorrer em breves episódios distribuídos durante o dia ou durante períodos menos freqüentes, porém mais intensos, que podem continuar por horas, e esse ato pode durar por meses ou anos. O Critério A requer que arrancar cabelo leve à perda de cabelo, embora os indivíduos com esse transtorno possam fazê-lo em um padrão bem distribuído (i.e., puxar fios individuais dispersos), de forma que a perda de cabelo pode não ser claramente visível, ou então podem tentar esconder ou camuflar tal perda (p. ex., usando maquiagem, lenços ou perucas). Os indivíduos com tricotilomania já fizeram repetidas tentativas de reduzir ou parar o ato de arrancar o cabelo (Critério B). O Critério C indica que arrancar o cabelo causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. O termo sofrimento inclui afetos negativos que podem ser experimentados pelos indivíduos que arrancam o cabelo, tais como sensação de perda de controle, constrangimento e vergonha. Pode ocorrer prejuízo significativo em várias áreas diferentes de funcionamento (p. ex., social, profissional, acadêmica e lazer), em parte devido à evitação do trabalho, da escola ou de outras situações públicas.

Abaixo são listados os critérios diagnósticos, conforme DSM V (2010):

  1. Arrancar o próprio cabelo de forma recorrente, resultando em perda de cabelo.
  2. Tentativas repetidas de reduzir ou parar o comportamento de arrancar o cabelo.
  3.  O ato de arrancar cabelo causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
  4.  O ato de arrancar cabelo ou a perda de cabelo não se deve a outra condição médica (p. ex., uma condição dermatológica)
  5. O ato de arrancar cabelo não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental (p. ex., tentativas de melhorar um defeito ou falha percebidos na aparência, no transtorno dismórfico corporal).

Referência Bibliográfica

DSM 5. Manual de Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais, 5ª Edição. Lisboa: Climepsi Editores. Baldwin, R.C. (2010).

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