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Transtorno de Insônia

Transtorno de Insônia

Confome DSM V (2010, p. 364), a característica essencial do transtorno de insônia é a insatisfação com a quantidade ou a qualidade do sono e queixas de dificuldade para iniciar ou manter o sono.

As queixas de sono são acompanhadas de sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. A perturbação do sono pode ocorrer durante o curso de outro transtorno mental ou condição médica ou de forma independente. Diferentes manifestações de insônia podem ocorrer em horários distintos do período de sono. Insônia na fase inicial do sono (ou insônia inicial) envolve a dificuldade em conciliar o sono na hora de dormir. Insônia de manutenção do sono (ou insônia intermediária) caracteriza-se por despertares frequentes ou prolongados durante a noite. Insônia terminal envolve o despertar antes do horário habitual e a incapacidade para retornar ao sono. A dificuldade em manter o sono é o sintoma mais comum de insônia, seguida pela dificuldade em conciliar o sono, enquanto a combinação desses dois sintomas é a apresentação geral mais comum. Com frequência, o tipo específico de queixa de sono varia ao longo do tempo. Indivíduos que se queixam de dificuldade em conciliar o sono em um determinado momento poderão, mais tarde, queixar-se da dificuldade em manter o sono, e vice-versa. Os sintomas das dificuldades em conciliar o sono e em mantê-lo poderão ser quantificados pelos relatos retrospectivos de cada indivíduo, por diários de sono ou por quaisquer outros métodos, tais como actigrafia ou polissonografia, embora o diagnóstico de transtorno de insônia se baseie na percepção individual subjetiva ou em relatos de cuidadores. Sono não reparador. Queixa de má qualidade do sono pela qual o indivíduo se sente cansado ao levantar-se a despeito do tempo adequado de duração do sono; geralmente é uma queixa comum relacionada ao sono que ocorre em associação com a dificuldade em conciliar ou em manter o sono; com menos frequência, pode ser isolada. Existem também relatos dessa queixa em associação com outros transtornos do sono (p. ex., transtorno do sono relacionado à respiração). Nas situações em que o sono não reparador ocorrer isoladamente (i.e., ausência de dificuldades em conciliar e/ou em manter o sono), embora, mesmo assim, sejam atendidos todos os critérios diagnósticos no que diz respeito a frequência, duração, sofrimento e prejuízos durante o aia, o diagnóstico será de outro transtorno de insônia especificado ou transtorno de insônia não especificado.

Confome DSM V (2010, p. 364), o transtorno de insônia envolve prejuízos estruturais ou funcionais durante o dia, assim como dificuldades para conciliar o sono durante a noite. Isso inclui fadiga ou, com menos frequência, sonolência durante o dia, que é mais comum entre indivíduos mais velhos e nos casos em que a insônia é comórbida com outra condição médica (p. ex., dor crônica) ou com algum transtorno do sono (p. ex., apneia do sono). Os prejuízos no desempenho cognitivo podem incluir dificuldades com atenção, concentração e memória e mesmo na execução das habilidades manuais mais simples. Geralmente, as perturbações associadas ao humor são descritas como irritabilidade ou labilidade do humor e, com menor frequência, como sintomas de depressão ou de ansiedade. Nem todos os indivíduos com perturbações noturnas no sono apresentam algum desconforto ou prejuízos funcionais. Por exemplo, com frequência, a continuidade do sono é interrompida em adultos mais velhos saudáveis que, mesmo assim, identificam a si próprios como pessoas que dormem bem. O diagnóstico de transtorno de insônia deve ser reservado para pessoas com sofrimento ou com prejuízos estruturais/funcionais significativos durante o dia relacionados à dificuldade de conciliar o sono durante a noite.

Abaixo são listados os critérios diagnósticos, conforme DSM V (2010):

  1. Queixas de insatisfação predominantes com a quantidade ou a qualidade do sono associadas a um (ou mais) dos seguintes sintomas:
    1. Dificuldade para iniciar o sono (em crianças, pode se manifestar como dificuldade para iniciar o sono sem intervenção de cuidadores).
    2. Dificuldade para manter o sono, que se caracteriza por despertares frequentes ou por problemas para retornar ao sono depois de cada despertar (em crianças, pode se manifestar como dificuldade para retornar ao sono sem intervenção de cuidadores).
    3. Despertar antes do horário habitual com incapacidade de retornar ao sono.
  2. A perturbação do sono causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo no funcionamento social, profissional, educacional, acadêmico, comportamental ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
  3. As dificuldades relacionadas ao sono ocorrem pelo menos três noites por semana.
  4. As dificuldades relacionadas ao sono permanecem durante pelo menos três meses.
  5. As dificuldades relacionadas ao sono ocorrem a despeito de oportunidades adequadas para dormir.
  6. A insônia não é mais bem explicada ou não ocorre exclusivamente durante o curso de outro transtorno do sono-vigília (p. ex., narcolepsia, transtorno do sono relacionado à respiração, transtorno do sono-vigília do ritmo circadiano, parassonia).
  7. A insônia não é atribuída aos efeitos fisiológicos de alguma substância (p. ex., abuso de drogas ilícitas, medicamentos). H. A coexistência de transtornos mentais e de condições médicas não explica adequadamente a queixa predominante de insônia

Referência Bibliográfica

DSM 5. Manual de Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais, 5ª Edição. Lisboa: Climepsi Editores. Baldwin, R.C. (2010).

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